22/04/2011

Alguns conselhos sobre a música!

Cremos ter Ellen Gold White sido inspirada por Deus, e o dom profético é parte da nossa essência doutrinária, por isso vamos atentar  a mais alguns de seus importantes conselhos concernentes à música e à adoração:  “Todo o serviço deve ser efetuado com solenidade e reverência, como se fôra feito na presença pessoal de Deus mesmo” (Testemunhos Seletos, vol.2, p. 195).

Pensemos no seguinte: será que a música que praticamos em nossas igrejas, em nossos cultos, poderiam ser executadas na presença  pessoal de Deus? 

Os anjos, que entoam um louvor perfeito ao seu Criador, cobrem os rostos e os pés simplesmente ao citarem o nome de Deus, tamanha reverência que dedicam a Ele. E nós, com nosso louvor humano, longe de qualquer perfeição, temos demonstrado a mesma reverência, o mesmo respeito por Aquele que nos concedeu os dons?  “Os alunos que aprendem a cantar com  melodia e  clareza, suaves hinos evangélicos, podem muito bem agir como cantores evangelistas” (Serviço Cristão, p. 66).“Gostaria de destacar neste texto as palavras ‘melodia’ e ‘clareza’. Muitos hoje cantam de tal forma que quase não se entende as palavras do texto musical. Às vezes também tantos ornamentos, melismas, ‘voltinhas’ e sons estranhos são incluídos, que a melodia ou a letra ficam prejudicadas em sua compreensão. Também têm sido procurados tipos especiais de voz ou de interpretação (rouquidão, vogais muito abertas ou fechadas, voz estridente, etc) que podem ser chamadas de tudo, menos de melodiosas” (Elias Tavares – Adoração e Louvor).67 “(...) Mas às vezes é mais difícil disciplinar os cantores e mantê-los em forma ordeira, do que desenvolver hábitos de oração e exortação. Muitos querem fazer as coisas à sua maneira. Não concordam com deliberações, e são impacientes sob a liderança de alguém” (Evangelismo, p. 505). “Não contrateis musicistas descrentes, se isto for possível evitar. Reuni cantores que cantem com o espírito e com o entendimento. A exibição extraordinária que às vezes fazeis, aumenta despesas desnecessárias que não podemos exigir sejam pagas pelos irmãos. (...) Tenho que vos dizer que o Senhor não apóia estes métodos” (Evangelismo, p. 127). Certamente não temos necessidade de contratar musicistas descrentes, visto que nossa igreja possui uma quantidade enorme de talentos musicais em todas as áreas. Ou será que Deus não nos concederia os dons realmente  necessários à Sua obra? Deus falou ao povo de Israel através do profeta Ezequiel:  “Não cumpristes as prescrições a respeito das minhas coisas sagradas; antes, constituístes em vosso lugar  estrangeirospara executarem o serviço no meu santuário”  (Ezequiel 44:8). E esta advertência permanece em nossos dias. “Dinheiro, porém, não deve ser usado para  contratar cantores. Muitas vezes o canto de hinos simples pela congregação tem um encanto não possuído pelo canto de um coro, por mais hábil que seja” (Carta 49, 1902). “Muitos, porém, que se deleitam na música não sabem coisa alguma sobre produzir melodia ao Senhor, em seu coração. Estes foram ‘após seus ídolos’” (Carta 198, 1899).  “O ato de cantar é tanto uma adoração a Deus como o ato de pregar” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 332). “Voam anjos em torno de uma habitação além. Jovens estão ali reunidos; ouvemse sons de música em canto e instrumentos. Cristãos acham-se reunidos nessa casa; mas que é que ouvis? Um cântico, uma frívola canção, própria para o salão de baile. Vede, os puros anjos recolhem para si a luz, e os que se acham naquela habitação são envolvidos pelas trevas. Os anjos afastam-se da cena. Têm a tristeza no semblante. Vede como choram! Isso vi eu repetidamente pelas fileiras dos observadores do sábado”(Mensagens aos Jovens, p. 295). “O canto não deve ser sempre feito por uns poucos  (...)  una-se toda a congregação” (Testimonies, vol. 9, pág. 144). 68“A movimentação física no cantar é de pouco proveito. Tudo que de algum modo está ligado com o culto religioso deve ser elevado, solene e impressivo. Deus não Se agrada quando pastores que professam ser representantes de Cristo, O representam mal quando movimentam o corpo em certas atitudes, fazendo gestos indignos e rudes.


Tudo isso diverte, e estimula a curiosidade daqueles que desejam ver coisas estranhas, grotescas e curiosas, mas essas coisas não elevarão a mente e o coração daqueles que as presenciam.  (...) Notas ásperas e gesticulações exageradas não são exibidas entre os componentes do coro angelical” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 333). Já que citamos as movimentações físicas, o que dizer a respeito das músicas dançantes que sutilmente têm invadido nossas igrejas? Muitos textos bíblicos são usados como justificativa para práticas que delas derivam, como as danças, as palmas, o uso de tambores, etc. Mas será que a Bíblia realmente aprova tais atitudes? Analisaremos em outro artigo.

Leandro Dalla B. Santos
ledallabs@yahoo.com.br 

Um comentário:

  1. Muito bom artigo. Realmente, o bom senso tem faltado em muitos músicos no compor e interpretar suas canções. Que deixemos Deus tocar nosso coração e mente para cantarmos e ouvirmos somente o que realmente o glorifica, unicamente a Ele e nada mais.

    ResponderExcluir