19/04/2011

A Música do Céu!

A música tem uma origem remota, muito antes da criação do mundo. Quando a Terra estava sendo criada, já os anjos estavam cantando. Em Jó 38:7 lemos que neste momento “as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus”. 

Mas como é a música do Céu? 

Não a conhecemos, mas podemos aprender muito sobre ela se refletirmos naquilo que Deus nos deixou como direção e orientação. “Uma vez que a música é a única arte que será levada desta terra para o Céu, Deus não nos deixou em ignorância sobre isto. Ele nos deu Sua palavra, o Santo Espírito e o Espírito de Profecia para nos guiar ao tomarmos nossa decisão que terá impacto sobre nosso destino eterno” (O Que Deus diz sobre a Música, p. XV).  “Deus sempre deixou claros os princípios que regem a verdadeira adoração. A fim de remover toda dúvida quanto ao que lhe é aceitável, Deus poderia facilmente ter revelado Sua vontade em relação à música e à adoração num único capítulo ou livro da Bíblia, como Ele fez com os Dez Mandamentos, mas Ele escolheu não fazê-lo. Em vez disso, Ele deu princípios infalíveis em sua palavra que governam e transcendem as questões de cunho cronológico, étnico, cultural e gosto individual” (O Que Deus diz sobre a Música, p. 1 e 2). 

Portanto, podemos conhecer algumas características da música do Céu e o que Deus deseja como forma de adoração. Podemos também obter orientações valiosíssimas de alguém que, em visão, esteve no Céu e teve o imenso privilégio de conhecer a música que ali se pratica. Seu nome é Ellen Gold White. E ela assim descreve:  “Foi-me mostrada a ordem, a perfeita ordem do Céu, e senti-me arrebatada ao escutar a música perfeita que ali há. Depois de sair da visão, o canto aqui me soou muito áspero e dissonante. Vi grupos de anjos que se achavam dispostos em quadrado, tendo cada um uma harpa de ouro. (...) Há um anjo que dirige sempre, o qual toca primeiro a harpa a fim de dar o tom, depois todos se juntam na majestosa e perfeita música do Céu. 

Ela é indescritível. É melodia celestial, enquanto cada semblante reflete a imagem de Jesus, irradiando glória indizível” (Testemunhos Seletos, vol. 1, p. 45). “Acordes musicais perfeitos, suaves e melodiosos. O cântico dos anjos não irrita os ouvidos. É macio, melodioso e sem esforço físico” (Mensagens Escolhidas, Vol. 3, p. 333). 9   “As notas longamente puxadas e os sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cantos de louvor entoados em tom natural. Os cânticos em que cada palavra é pronunciada claramente em tom harmonioso, são os que os anjos se unem a nós para cantar. Eles tomam o estribilho entoado de coração com o espírito e o entendimento” (Evangelismo, p. 510-511). “Entre os anjos não há exibições musicais tais como: movimentação física, voz áspera e estridente, uso de todo o poder e volume de voz que é possível. Isso não traz nenhuma melodia para aqueles que a ouvem na terra ou no céu. Essa maneira não é aceitável a Deus” (Mensagens Escolhidas, Vol. 3, p. 333). “O coro dos anjos não apresenta notas estridentes e gesticulações” (Manuscrito 5, 1874). 

“A música faz parte do culto de Deus, nas cortes celestiais, e devemos esforçarnos, em nossos cânticos de louvor, por nos aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais” (Patriarcas e Profetas, p. 594). “Deus não se agrada de algaravia [confusão de vozes; algo difícil de compreender] e dissonância” (Conselhos Sobre a Música, p. 23). “Os anjos dirigentes desferirão o tom, e então todas as vozes se alçarão em louvor grato e feliz, e todas as mãos deslizarão habilmente sobre as cordas da harpa, originando uma música melodiosa, com acordes ricos e perfeitos” (Primeiros Escritos, p. 288-289). “Seus dedos não corriam pelas cordas descuidosamente, mas faziam vibrar diferentes cordas para produzir diferentes acordes. (...) majestosa e perfeita música do Céu” (Visões do Céu, p.182). “Depois dos anjos dirigentes, todas as mãos deslizam com maestria sobre as cordas da harpa, tirando-lhes uma música suave em ricos e melodiosos acordes. Diante da multidão está a cidade santa. Jesus abre as portas e a angélica multidão entra por elas, enquanto a música prorrompe em arrebatadora melodia” (O Grande Conflito, p. 651). “Por entre o agitar dos ramos de palmeiras, os redimidos derramam um cântico de louvor, claro, suave e melodioso; todas as vozes apreendem a harmonia até que reboa pelas abóbadas do Céu” (Visões do Céu, p. 180). 

Examinando o que foi relatado nos livros do Espírito de Profecia, podemos desde já concluir que a música do Céu, considerada perfeita, enfatiza, entre os três elementos 10 básicos da música (melodia, harmonia e ritmo), apenas dois. Além disso, não há exibições musicais tais como movimentação física, dissonância, voz áspera e estridente ou uso de todo o poder e volume de voz que é possível. Vamos analisar mais adiante estes elementos de forma mais detalhada. 

Deus criou a música e escolheu alguém a quem concedeu muito talento nesta área para que pudesse dirigi-la no Céu. Este se chamava Lúcifer, um ser magnífico que era e ainda é um profundo conhecedor da música. Mas, além disso, ele não é um ser qualquer. Lúcifer havia dirigido o coro celestial, ele sempre entoava a primeira nota e então a multidão angelical se unia a ele, ou seja, não se trata apenas de um anjo que entende de música como qualquer outro, mas ele estava acima de todos os anjos. Em todo o universo, com exceção da divindade, não existe ninguém com tanto conhecimento musical como Lúcifer. Porém, o Espírito de Profecia nos alerta: “Não é suficiente conhecer os rudimentos do canto [e da música em geral]; porém, aliado ao conhecimento, deve haver tal ligação com o Céu que anjos possam cantar através de nós” (Manuscrito 5, 1874). Satanás tinha e tem o conhecimento, e muito mais do que qualquer um de nós, mas lhe faltou exatamente a ligação com o Céu. O resultado nós veremos daqui para frente. 

No ambiente celestial gerou-se um problema de adoração. Lúcifer, mesmo sendo o maior entre os anjos, não se contentou com sua posição e ambicionou ser igual a Deus. Ocorre então um conflito, os anjos decidem qual lado seguir e Lúcifer é expulso, não lhe sendo permitido o acesso ao Céu, muito menos o dirigir-lhe a música. E quando nossos primeiros pais participavam do louvor celestial, eram suscitados inveja e ódio em seu coração. “Os anjos associaram-se a Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música. (...) Satanás ouviu o som de suas melodias de adoração ao Pai e ao Filho. E quando Satanás o ouviu, sua inveja, ódio e malignidade aumentaram, e ele expressou a seus seguidores a sua ansiedade por incitá-los a desobedecer, atraindo assim sobre eles a ira de Deus e mudando os seus cânticos de louvor em ódio e maldição ao seu Criador” (História da Redenção, p. 31). 

Quando Lúcifer foi expulso do Céu, Deus não tirou o seu conhecimento musical. Ele saiu exatamente como estava. Então nunca houve nenhum ser humano que entendesse tanto de música como Satanás. Ele tem mais de 6 mil anos de experiência em música, inclusive no ambiente perfeito do Céu. Agora pense, a música é um dos principais elementos do louvor; o louvor é um dos principais elementos da adoração; 11

Satanás quer acabar com a adoração a Deus e é um grande especialista em música. Será que ele utilizará a música para atingir seus objetivos? Se eu sou um grande nadador, ao aproximarem-se as Olimpíadas me inscreverei para participar de qual modalidade esportiva? Obviamente natação, pois é a minha especialidade e onde terei maiores chances de vencer. Será então que Satanás irá utilizar a música? Certamente, pois ele tem grandes chances de vencer na minha e na sua vida fazendo o que sabe de melhor. “Ninguém melhor do que Satanás conhece a maneira perfeita do tipo de louvor que Deus aceita, não podemos ser crianças em achar que ele não iria desvirtuar o louvor na igreja a qual ele veio fazer guerra, seria muita ingenuidade de nossa parte pensar assim”  (Hilton Robson – A Bateria e o Transe nos Rituais Xamânicos). “Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 38). 

Então vamos entender como Satanás tem utilizado isto. Precisamos ficar atentos para não aceitarmos tudo o que vemos em relação à música como sendo próprio para Deus. Lembre-se, se Satanás irá usar a música para desvirtuar alguém, esse alguém somos nós, pois o mundo já é dele. Então seu objetivo maior é o povo de Deus, o que nos leva a compreender que nem tudo o que vemos em nossa igreja é aceitável, pois Satanás também age em nosso meio, dentro dos limites da permissão de Deus. Mas como distinguir? 




Leandro Dalla B. Santos 
ledallabs@yahoo.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário